Publicado por: masfg | dezembro 1, 2009

Oficina Virtual TP5- Estilo Coerência, Coesão

             

Queridas e Querido!

Vamos trabalhar um pouquinho com o TP5, que fala de língua, estilo, coerência,coesão,dialeto, idioleto, textos verbais,não verbais,sons, conceitos  sócio- histórico cultural.

A língua apresenta variações,conforme os grupos que a usem. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades,recursos normais para aquele grupo,que constituem o DIALETO. Ha vários tipos de dialetos: o etário, regional, gênero, social, o profissional.

Já o IDIOLETO, é o conjunto de marcas pessoais da língua de cada individuo, como resultante do cruzamento dos vários dialetos(etários,regional,etc) que constituem a sua fala.

Para tornar  clara a ideia de dialeto, vamos trabalhar o poema de Manuel Bandeira

                        Trem de Ferro – Manuel Bandeira


 
 
                         
Trem de ferro
Manuel Bandeira

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virgem Maria que foi isto maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão

Voa, fumaça
Corre, cerca

Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força

Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!

Oô…
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
Ôo…

Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede

Ôo…
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo…

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente.

Atividades:

Trabalhando com o poema…
 
1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por que?

2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruido do trem esse verso procura imitar?

3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade.Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?

4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?

5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA,tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
Tendo em vista essas informações sobre o poeta,justifique o uso do Dialeto usado no poema.
6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema,usando Idioletos que você conhece  contemplando um dos estilos linguísticos  citados acima no texto( regional, etário, social,etc).

7- Passe seu poema para a linguagem virtual em forma de PAWER POINT, e envie para meu e-mail, para que seja postado no BLOG.

8-Que música você conhece que podemos trabalhar , com o poema fazendo intertextualidade?

Bom Trabalho.
Beijo no coração.

Curiosidades:
Na minha  terra,meu sertão,Maranhão.
falamos assim:
Lambreta- sandália havaiana
Sasinha- amiga
To preo- não estou preocupada
Mandioca-macaxeira



.

Responses

  1. Observação da questãso oito: O nome da música de Luíz Gonzaga é Vida de Viajante e não por onde andei como citei anteriormente, e Luíz Gonzaga é Luíz com”Z”.

    Ambos retratam uma viagem em busca de novos conhecimentos, o autor viaja como o Trem de Ferro, em busca de lugares, paisagens, e depois ficar com a recordação daquilo que um dia foi bom.
    O trem desloca de uma cidade a outra, em suas andanças vendo coisas novas e diferentes, e ainda vislumbra e sonha com o que vê, querendo viver uma aventura decidida pelos sertões por onde passa, e Luíz fala dos sertões com saudades e recordações dos amigos que lá deixou. Pelas terras, com sol ou chuva, caminhou alegre e ao falar do carvão podemos dizer que foi o que sobrou da lenha na fornalha do trem, e a poeira, foi seu rastro deixado nas estações por onde passou, e cada uma que passava mais longe de casa ele estava, mas não desistia caminhava para chegar ao seu destino. e seu coração se alegrava por cada estação que chegava, assim ia o trem caminhando sem parar para chegar ao seu destino, e com alegria caminhava para sua terra adorada, ambos gostavam de viajar por nosso país, descobrir horizontes, avivar a memória com tamanha beleza para um dia se recordar ao chegar em seu destino e encerrar sua viagem para um descanso bem feliz e merecido.

    • Trem de Ferro
      Por: Vânia Aparecida Paiva

      Sai da frente
      Sai da frente
      Sai da frente

      Que vem o trem
      Agora vai
      Sai da frente
      Agora vai
      Sai da frente

      Voa bicho
      Corre boi
      Sai cerca
      Põem fogo oh seu moço
      Muita lenha
      Pra fornalha se aquecer
      Pra correr
      Bem depressa
      Bem depressa
      Bem depressa

      eiiiiiiiiiii
      Sai da frente
      Corre gente
      Passa gente
      Sai poste
      Bem depressa

      Ao passar
      Pro mato verde
      Cada um que eu via
      Mais parecia um soldadinho
      De roupa verde
      Magro feito palito verde

      Moça bonita
      De roupa verde
      Deixe-me matar a sede
      Muita seeede

      Vou mimbora
      Vou mimbora
      Vou mimbora
      Ta na hora
      Sou do interior
      Bem mineira
      De beraba
      Das gerais

      Vou depressa
      Vou à hora
      Até chegar
      Até cheegar
      Até cheeeegarr
      Na minha terra
      No beraba
      Pra ficar
      Bem quetinha
      descansar
      No meu cantiiinho.

      • Vania querida!
        Que trem bão esse de viajar SO!

        Vou mimbora
        Vou mimbora
        Vou mimbora
        Ta na hora
        de voltar lá
        para meu sertão
        onde os sábias cantam
        nas palmeiras
        meu
        Deus não permita que eu morrra sem que volte LÁ…!!!!

  2. 1- Nos versos em que aparecem a expressão café com pão.
    2- O som procura imitar o apito do trem.
    3- ¨agora sim¨, ¨voa¨, ¨corre¨.
    4- O eu que fala no poema é o trem de ferro, por meio do dialeto popular.
    Podemos destacar como marcas linguísticas desse dialeto as expressões com supressão da letra final das palavras , a junção do pronome átono com a palavra que inicia com vogal e a anteposição do pronome oblíquo ao verbo, tais como: virge,canaviá, mimbora , me dá sua boca, bem como o uso de gíria, vou na toda.
    5- Apesar de dominar o linguaguem culta , o poeta faz uso do dialeto popular , como elemento de coerência, uma vez que é o trem do sertão de Pernabuco que fala no poema .

    6-Ser caipira é acha tudo mio de bão
    É anda de pé no chão
    E chapéu no coração

    É ter um sorriso matreiro
    Quando sai no terrero
    E ouve o canto do galo no pulero

    O povo bão
    Sem mardade, sem ambição
    Só amô no coração

    Só fala mal de caipira
    Quem não tem simplicidade
    E acha que é o bão
    Só porque vive na cidade.

    8- Festa na Roça de Tonico e Tinoco

  3. 1-Lendo o poema percebemos que a sonoridade dos versos lembra-nos o barulho do trem; notamos isso nos primeiros versos:
    Café com pão
    Café com pão
    Café com pão

    2-Osom predominante é da letra “i”, lemra o barulho do apito do trem.

    3-“Agora sim”,”Corre cerca”

    4- O próprio autor fala no poema e usa a variedade não padrão . As marcas são: virge,prendero,canaviá etc.

    5-O autor quis” brincar” com a lingua.

    6-Café e pão
    Café e pão
    Café e pão

    Santo Deus que foi isto maquinista ?

    Agora eu vou
    Café com pão
    Agora eu vou
    Voa nuvem
    Corre árvore

    Aí seu foguista
    Bota lenha
    Na fornalha
    Que eu preciso
    Ir depressa
    Ir depressa
    Ir depressa

    Oô…
    Foge ,grama
    Foge, grilo
    Foge,gruta
    Passa pão
    Passa pedra
    Passa pito
    Passa paulada
    Passa tronco
    De aroeira
    Bem debaixo
    Do riacho
    Que vontade
    DE gritar !

  4. 01- “Café com pão”.

    02- Procura imitar o som agudo de um trem.

    03- “Agora sim”, “corra”, “Voa”.

    04-O eu que fala no poema é o trem de ferro. Ele usa o dialeto popular.

    05- Embora domine o dialeto culto, o poeta atribui ao trem o dialeto popular para efeito de sentido: o trem é do sertão pernambucano, portanto o uso do dialeto popular é um elemento de coerência.

    06- Festa na roça.

  5. Resposta da questão 06

    CORAÇÃO , CORAÇÃO, CORAÇÃO

    Bate coração
    Bate coração
    Bate coração

    Será que terei que ir ao cardiologista?

    Bela assim
    Parou meu coração
    Foi assim
    Que me apaixonei naquele verão

    Olhando pela vidraça
    Pulando toda a cerca
    Que me afastava da conquista
    Vi logo
    Seu andar me deixava em migalhas
    E seu sorriso é tudo que preciso
    Linda moça
    Linda moça
    Linda moça

    Ôo
    Vestida no capricho
    Com seu vestido novo
    Olhava o horizonte
    Subindo no monte
    Me deixando desnorteado
    Procurei dizer oi
    Mas ela nem me dava uma olhada
    Pegava um atalho
    Passando perto da cerejeira
    Toda apressada
    Com toda sua vaidade
    Saía a rebolar.

    Ôo
    Nesse amor me amarro
    Me levo a me embebedá
    Chorando e bebendo até o raiá
    Era uma desgracera

    Muié bunita
    Com vestido verde
    Doce igual paçoca
    E eu caí na sua rede

    Vou me indo
    Deixar essa moça aqui
    Correr dessa paixão
    Antes que a morte me leve

    Vou a jato
    Tentar fazer um remendo
    No meu coração
    Que cansou de tanta paixão
    Fugindo dessa serpente
    Distanciando dessa serpente
    Ante que a deixe sem dente

  6. Trabalhando com o poema…
    1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por quê?

    R: Expressão “Café com pão” que nos versos aparecem.

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruído do trem esse verso procura imitar?

    R:O apito do trem

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade. Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?

    R: Voa, corre agora sim…

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?

    R: O trem de ferro com o seu dialeto popular.

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA, tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta, justifique o uso do Dialeto usado no poema.

    R: O poeta é bem culto, mas ele usa o dialeto popular, dando o sentido do trem de Pernambuco para relembrar algo no seu passado.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema, usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto (regional, etário, social, etc).

    Sei que muito do que escrevo,
    É lixo!
    Mas não me ponham num crucifixo,
    porque os meus poemas afixam.
    Não sou nenhum bicho
    Nem vos lixo
    Deixem-me ir escrevendo o meu lixo
    Faz-me não ir abaixo
    Evita-me de sentir como lixo.

    7- Passe seu poema para a linguagem virtual em forma de PAWER POINT, e envie para meu e-mail, para que seja postado no BLOG.

    Vai no BLOG do Gestar e divirta-se!

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar, com o poema fazendo intertextualidade?

    Plut, plat, zum
    Não vai a lugar nenhum (bis)

    Tem que ser selado,
    Registrado, carimbado
    Avaliado e rotulado
    Se quiser voar (Se quiser voar)
    Pra lua a taxa é alta
    Pro sol identidade
    Mas já pro seu foguete
    Viajar pelo universo
    É preciso meu carimbo
    Dando sim, sim, sim, sim…

    Plut,plat zum
    Não vai a lugar nenhum
    Plut, plat zum
    Não vai a lugar nenhum

    Tem que ser selado
    Registrado, carimbado
    Avaliado e rotulado
    Se quiser voar (se quiser voar)
    Pra lua a taxa é alta
    Pro sol identidade
    Mas já pro seu foguete
    Viajar pelo universo
    É preciso meu carimbo
    Dando sim,sim,sim,sim..

    plut, plat zum
    Não vai a lugar nenhum
    Não vai, não vai
    PLut, plat zum
    Não vai a lugar nenhum

    Mas olha vejam só
    Já estou gostando de vocês
    Aventura como essa eu
    Nunca experimentei
    O que eu queria mesmo
    Era ir com vocês
    Mas já que eu não posso
    Boa viagem até outra vez
    Agora

    Plut, plat zum
    Pode partir sem problema algum (bis)(boa viagem)
    Plut, plat zum
    Pode partir sem problema algum (bis)

  7. Trabalhando com o poema…

    1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por que?
    Nos versos 1,2 e 3 “café com pão” porque a sonoridade desses versos representa o barulho do trem em movimento.

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruido do trem esse verso procura imitar?
    O som predominante é do fonema /i/, a sonoridade procura imitar o som do apito do trem.

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade.Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?
    VOA, FUMAÇA

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?
    O eu do poema é um cidadão de Ouricuri, ele usa o dialeto regional do Nordeste. As marcas que aparecem no texto são: “ quando me prendero/ no canaviá/ cada pé de cana / era um oficia”

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA,tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta,justifique o uso do Dialeto usado no poema.
    O poeta pertence à primeira fase do Modernismo, quando houve a inserção da linguagem coloquial nos poemas.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema,usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto( regional, etário, social,etc).

    VIDA MANSA
    Aqui em Minas
    Há campos e fazendas das Gerais.
    Aqui em Minas
    Tudo que se promete a gente faz.
    Aqui em Minas
    É terra de serenidade
    E para que pressa, uai?
    Se a vida aqui é mansa demais!

    7- Passe seu poema para a linguagem virtual em forma de PAWER POINT, e envie para meu e-mail, para que seja postado no BLOG.

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar , com o poema fazendo intertextualidade?
    Música: Oh, Minas Gerais!

    Hino do Estado de Minas Gerais
    Hinos
    Composição: José Duduca Morais – De Moraes,Adaptação da Valsa Viene sul Mare
    Oh! Minas Gerais
    Oh! Minas Gerais
    Quem te conhece
    Não esquece jamais
    Oh! Minas Gerais
    Tuas Terras que são altaneiras
    O seu céu é do puro anil
    És bonita oh terra mineira
    Esperança do nosso Brasil
    Tua lua é a mais prateada
    Que ilumina o nosso torrão
    És formosa oh terra encantada
    És orgulho da nossa nação
    Oh! Minas Gerais
    Oh! Minas Gerais
    Quem te conhece
    Não esquece jamais
    Oh! Minas Gerais
    Teus regatos a enfeitam de ouro
    Os teus rios carreiam diamantes
    Que faiscam estrelas de aurora
    Entre matas e penhas gigantes
    Tuas Montanhas são preitos de ferro
    Que se erguem da pátria alcantil
    Nos teus ares suspiram serestas
    És altar deste imenso Brasil
    Oh! Minas Gerais
    Oh! Minas Gerais
    Quem te conhece
    Não esqueces jamais
    Oh! Minas Gerais.

  8. 01. Sim, principalmente, nos versos ‘café com pão’/ ‘café com pão’. Porque assemelha-se ao inicio do movimento do trem de ferro.

    02.Predomina o fonema /i/. Procura imitar o ruído do apito do trem de ferro.

    03. O verbo ‘voar’ ‘voa, fumaça’.

    04.Trata-se de um ‘eu-lírico’ ligado ao campo, ao meio rural. O dialeto usado por ele é o não padrão. As marcas linguísticas são: No canaviá/(…)Me dá tua boca.

    05. A primeira fase do Modernismo Brasileiro é marcada, principalmente, pela xenofobia. Evidencia-se a inclusão das camadas marginalizadas socialmente como protagonistas da arte brasileira, o que até o início do século XX não era aceito pela elite do país.

    06.
    O Sertão da Gente

    Chuva no sertão
    pinga aqui…
    pinga ali…
    mas o danado do patrão…

    sempre diz não:
    pão…
    mão …
    coração …
    aflição …
    solidão …

    e a gente nem percebe
    que não bebe…
    que enfraquece…
    que esquece.

    A sequidão está também no coração
    que embebe de mágoa
    cada gota do sertão.
    E …

    O sertão de repente é a gente (G. Rosa)

    07.
    Trem Das Cores
    (Caetano Veloso)

    A franja na encosta
    Cor de laranja
    Capim rosa chá
    O mel desses olhos luz
    Mel de cor ímpar
    O ouro ainda não bem verde da serra
    A prata do trem
    A lua e a estrela
    Anel de turquesa
    Os átomos todos dançam
    Madruga
    Reluz neblina
    Crianças cor de romã
    Entram no vagão
    O oliva da nuvem chumbo
    Ficando
    Pra trás da manhã
    E a seda azul do papel
    Que envolve a maçã
    As casas tão verde e rosa
    Que vão passando ao nos ver passar
    Os dois lados da janela
    E aquela num tom de azul
    Quase inexistente, azul que não há
    Azul que é pura memória de algum lugar
    Teu cabelo preto
    Explícito objeto
    Castanhos lábios
    Ou pra ser exato
    Lábios cor de açaí
    E aqui, trem das cores
    Sábios projetos:
    Tocar na central
    E o céu de um azul
    Celeste celestial

  9. Trabalhando com o poema…

    1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por que?
    O Poema “trem de Ferro” de Manuel Bandeira nos remete à lembrança dos trens de ferro em movimento. Os versos que nos levam a perceber esse ritmo de funcionamento são: “Café com pão/ Café com pão/ Café com pão/ Virgem Maria que foi isto maquinista?/ Agora sim/ Café com pão/ Agora sim/ Café com pão” A repetição desse verso produz uma seqüência de sons fortes, que em alternância com sons fracos, se assemelha ao barulho proveniente do deslocamento de uma locomotiva sobre os trilhos.

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruido do trem esse verso procura imitar?
    No quarto verso,“Virgem Maria que foi isto maquinista?,” o som predominante e do fonema/i/ . A escolha das palavras, dos sons e das repetições possibilita ao leitor uma interpretação mais vívida do conteúdo.

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade.Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?
    As palavras da terceira estrofe que indicam que o trem adquiriu maior velocidade são: “Voa, fumaça”. Manuel bandeira se apropriou da sonoridade das palavras para enriquecer e ilustrar o poema.

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?
    O eu lírico é um sertanejo que utiliza o dialeto regional. Nós podemos identificar essas marcas linguísticas nos versos: “No canaviá”, “ Era um oficia” , “Vou mimbora voou mimbora”.

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA,tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta,justifique o uso do Dialeto usado no poema.
    O poeta, Manuel Bandeira, em sua poesia não trata as coisas do homem de maneira descritiva, mas as conduz para um âmbito fascinante transcendendo o mundo real. Ele trabalha com a linguagem coloquial do eu-lírico.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema,usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto( regional, etário, social,etc).

    APRENDIZ ENCABULADO
    Levo a vida a buscar
    O sentido da minha vida
    Para recriar a minha lida.
    O esforço e a perseverança
    Acompanham o meu dia-a-dia.
    Não paro nunca
    O destino não me permite parar
    Sou um aprendiz encabulado
    que olha para o lado
    e sente que a vida é um eterno aprendizado!!!

    7- Passe seu poema para a linguagem virtual em forma de PAWER POINT, e envie para meu e-mail, para que seja postado no BLOG.

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar , com o poema fazendo intertextualidade?
    Deixa a Vida me Levar
    Zeca Pagodinho
    Composição: Serginho Meriti
    Eu já passei
    Por quase tudo nessa vida
    Em matéria de guarida
    Espero ainda a minha vez
    Confesso que sou
    De origem pobre
    Mas meu coração é nobre
    Foi assim que Deus me fez…
    E deixa a vida me levar
    (Vida leva eu!)
    Deixa a vida me levar
    (Vida leva eu!)
    Deixa a vida me levar
    (Vida leva eu!)
    Sou feliz e agradeço
    Por tudo que Deus me deu…
    Só posso levantar
    As mãos pro céu
    Agradecer e ser fiel
    Ao destino que Deus me deu
    Se não tenho tudo que preciso
    Com o que tenho, vivo
    De mansinho lá vou eu…
    Se a coisa não sai
    Do jeito que eu quero
    Também não me desespero
    O negócio é deixar rolar
    E aos trancos e barrancos
    Lá vou eu!
    E sou feliz e agradeço
    Por tudo que Deus me deu…
    Deixa a vida me levar
    (Vida leva eu!)
    Deixa a vida me levar
    (Vida leva eu!)
    Deixa a vida me levar
    (Vida leva eu!)
    Sou feliz e agradeço
    Por tudo que Deus me deu…

  10. 1.O poema trem de Ferro” de Manuel Bandeira lembra barulho do trem em movimento.Nos versos 1,2 e 3 “café com pão” porque há sonoridade: “Café com pão/ Café com pão/ Café com pão/ Virgem Maria que foi isto maquinista?/ Agora sim/ Café com pão/ Agora sim/ Café com pão” A repetição produz uma seqüência de sons fortes, fracos, se assemelha ao barulho de uma locomotiva sobre os trilhos.
    2.O som agudo predominante é da letra “i”, parece com um barulho do apito do trem.
    3.O verbo ‘voar’ ‘voa, fumaça’.

    4.As palavras da terceira estrofe que indicam que o trem adquiriu maior velocidade são: “Voa, fumaça”. O autor usou a sonoridade das palavras para enriquecer , ilustrar o poema e dialeto popular .

    5.O poeta é usa a linguagem culta e popular, dando o sentido do trem de Pernambuco relembrando o passado.
    6. O trem bâooo….

    Café com leite
    Café com leite
    cumpadre cadê ??
    Café com leite
    Bota na lenha
    Oô..
    Passa ponte
    Passa poste
    Passa pato
    Passa boi
    Passa boiada
    Passa galho
    E cadê????????
    Vou mimbora para cidade
    Mas gosto memo da roça..
    7. Trem da alegria – A Bola
    Eu levo chute
    Mil cabeçadas
    Bato no peito
    Faço a jogada
    Eu rolo, rolo
    Eu pulo, pulo
    Bato na trave
    Se o jogo é duro

    Eu levo bico
    Às vezes furo
    Se batem forte
    Eu pulo o muro
    Faço a alegria
    Da garotada
    Se estou de fora
    Não tem pelada

    Bola de pano
    Bola de meia
    Bola de couro
    Vai rolando pela areia
    Bola na grama
    Fazendo o show
    Bola na rede
    Todo mundo grita gol

    Bola pra mim
    Bola pra você
    Bate, bate bola
    Que agora eu quero ver
    Bola pra mim
    Bola pra você
    Rola, rola a bola
    Que a gente vai vencer.

  11. Trabalhando com o poema…

    1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por quê?
    Nos versos onde está escrito “café com pão”.
    Porque foi usado o recurso da sonoridade, ou seja, ritmo.

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruido do trem esse verso procura imitar?
    O som dos “iii”. Provavelmente o apito do trem.

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade.Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?
    As palavras “foge” e “passa”.

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?
    O trem.
    Dialeto regional.
    “Não gosto daqui… Nasci no sertão”.

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA,tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta,justifique o uso do Dialeto usado no poema.
    Ele usou recursos expressivos por serem mais adequados à sua intenção. Ele deu sonoridade e personificação ao trem.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema,usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto( regional, etário, social,etc).
    Oração

    Ai… que soninho
    chegando devagarinho
    primeiro uma oração
    junto ao meu anjinho.

    Que sejam abençoados
    As criancinhas
    e também os bichinhos.

    Amém e beijinhos.

    7- Passe seu poema para a linguagem virtual.

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar , com o poema fazendo intertextualidade?

    Kbra Da Peste
    Morena Tropicana

    Da manga rosa quero gosto e o sumo
    Melão maduro sapoti joá

    Jaboticaba seu olhar noturno
    Beijo travoso de umbú cajá
    Pele macia, é carne de cajú
    Saliva doce, doce mel, mel de urucú

    Linda morena fruta de vez temporana
    Caldo de cana caiana
    Vou lhe desfrutar

    Linda morena fruta de vez temporana
    Caldo de cana caiana
    Vem me desfrutar

    Morena tropicana eu quero teu sabor

    Ai, ai, ai, ai

    Morena tropicana eu quero teu sabor

    quando eu disser que aiai você diz que é oioi
    quando eu dizer que é oioi você diz que é aiai:

    aiai
    oioi
    oioi (repete 4 *)
    aiai
    aiaiai
    oioioi
    ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

  12. Trabalhando com o poema…

    1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por quê?

    R- Sim. Nos versos “café com pão”. Porque há ritmo, recurso de sonoridade.

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruido do trem esse verso procura imitar?

    R- O apito do trem.O som de iii.

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade.Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?

    R- Voa.Foge.

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?

    R- Dialeto regional.”Nasci no sertão.

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA,tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta,justifique o uso do Dialeto usado no poema.

    R- Trabalha a linguagem coloquial do eu-lírico.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema,usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto( regional, etário, social,etc).

    CORRE – CORRE, SEU GRILINHO

    Corre- corre
    Seu Grilinho
    Não deixe o homem te pegar.
    Porque se ele
    Te pegar
    Você não será
    Mais Seu Grilinho
    Mas sim
    Um amassadinho.

    7- Passe seu poema para a linguagem virtual em forma de PAWER POINT, e envie para meu e-mail, para que seja postado no BLOG.

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar , com o poema fazendo intertextualidade?

    R- Trem da alegria.

    Bom Trabalho.
    Beijo no coração.

    Curiosidades:
    Na minha terra,meu sertão,Maranhão.
    falamos assim:
    Lambreta- sandália havaiana
    Sasinha- amiga
    To preo- não estou preocupada
    Mandioca-macaxeira

  13. Trabalhando com o poema…

    1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por quê?
    R: Nos versos “Café com pão/café com pão”

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruído do trem esse verso procura imitar?
    R: O som do apito do trem.

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade. Que palavra desta estrofe tem a função de mostrar o aumento da velocidade?
    R: A palavra “Corre”, a repetição da expressão “Muita força/muita força”

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?
    R: O eu que fala no poema é o próprio trem de ferro, ele usa a linguagem popular regional, do homem sertanejo. Vemos isso, nas expressões “Virge, predero, canaviá, oficiá, matá”, alem do pronome oblíquo em início do verso “Me dá …”.

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA, tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta, justifique o uso do Dialeto usado no poema.
    R: Sabemos que Manuel Bandeira domina a língua padrão, no poema ele usa a variante popular para brincar com as palavras, para criar o cenário sertanejo, o movimento do trem. Ele usa o dialeto como uma expressão de coerência como ambiente demonstrado no poema.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema, usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto (regional, etário, social, etc.).
    R: “ Nóis que vive no campo a trabaiá
    Só qué um luá pra nóis admirá
    E sob ele proseá

    Quando fui imbora da roça de meu pai
    A cidade grande só me fez sufocá
    A sordade apertava o coração que gritava ai
    Purisso vortei e agora posso livre cantá”

    7- Passe seu poema para a linguagem virtual em forma de PAWER POINT, e envie para meu e-mail, para que seja postado no BLOG.
    R: Ok

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar, com o poema fazendo intertextualidade?
    R: Para trabalharmos a questão do uso da língua não padrão, podemos trabalhar algum rap que apresenta as gírias e a língua das pessoas que moram em comunidade.

  14. O poeta usou uma linguagem bem simples, lembrando o rítmo de um trem que anos atrás era a nossa Maria Fumaça.

  15. 1. Nos versos ‘café com pão’/ ‘café com pão’ percebemos a sonoridade dos versos que lembra o barulho do trem.

    02. O som predominante lembra um apito de trem de ferro(iiiiiiiiiiii)

    3- A repetição da expressão “Muita força/muita força”.
    04.Por meio do “eu-lírico” o poema evidencia o dialeto não padrão, com uma linguagem popular, sertaneja: “ Me dá tua boca”, canaviá , oficiá, matá.

    05. Manuel Bandeira brinca com as palavras inserindo a linguagem coloquial (presente na primeira fase do Modernismo) fazendo um poema “vivo”, com sonoridade e movimento. Ao ler o poema é possível entender toda a temática que envolve a máquina trem de ferro. Nesta fase o poema emergiu a participação das pessoas de classes sociais menos favorecidas dando vozes a essas personagens.

    6-
    Ôôôô……
    As vacas na cocheira
    O galo cantando no terreiro
    O meu pai não pára
    Ôôôô……
    Está no curral
    Que vontade de ficar..
    Humm……
    Ôôôô…….
    Lava casa
    Limpa casa
    Lava roupa
    Passa roupa
    Ôôôô
    Ele vai chegar..
    Muié sê inda num chamô essa minina?

    7- Deixa a Vida me Levar (Zeca Pagodinho)
    Festa na Roça (Tonico e Tinoco)

  16. 1- O poema lembra o ritmo de um trem em movimento? Em que versos o som das palavras mais parece com o barulho trem? Por quê?
    Nos versos em que aparece a expressão café com pão. Porque lembra o barulho produzido por um trem.

    2-No quarto verso, qual o som predominante? Que ruido do trem esse verso procura imitar?
    O som predominante é o do ‘i’ e tenta imitar o som do apito

    3-A terceira estrofe indica que o trem adquiriu maior velocidade.Que palavra desta estrofe têm a função de mostrar o aumento da velocidade?
    ‘agora sim’, ‘corre’, ‘voa’

    4-Quem é o eu que fala no poema? Qual o dialeto usado por ele? Que marcas linguísticas desse dialeto aparecem no texto?
    O ‘eu’ que fala é o trem de ferro. O dialeto é popular.

    5-Manuel Bandeira é dos precursores do MOVIMENTO MODERNISTA DA LITERATURA BRASILEIRA,tendo participado da semana da Arte Moderna de 1922. Foi Professor de Literatura e um dos homens mais cultos do seu tempo.
    Tendo em vista essas informações sobre o poeta, justifique o uso do Dialeto usado no poema.
    O poeta fez uso do dialeto popular, com muita propriedade, por se tratar de um trem do sertão de Pernambuco, usado por gente da terra, gente simple.

    6-Vamos brincar com as palavras como fez Manuel Bandeira. Crie um poema,usando Idioletos que você conhece contemplando um dos estilos linguísticos citados acima no texto( regional, etário, social,etc).
    Aluno e escola
    Helk

    despertar
    despertar
    despertar
    chinelos,
    café,
    escova e pente

    Virgem Maria que horas são?

    Uniforme
    Tênis
    Materiais
    e
    rua

    Agora sim
    potão
    Colegas
    e
    sinal

    Cadernos,
    canetas
    Lápis e borracha
    Professor
    Conhecimentos
    Sinal
    Algazarra
    Alegria
    Sinal
    Conhecimentos
    Sinal
    Rua
    lar

    8-Que música você conhece que podemos trabalhar, com o poema fazendo intertextualidade?
    Pluft, plaft, zum


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