Publicado por: masfg | abril 16, 2010

GESTAR II-TP1-Linguagem e Cultura

 

A língua não se apresenta uniforme e ínica : ela apresenta variações, conforme os grupos que as usem. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades,recursos normais para aquele grupo, chama-se dialeto.

Os principais dialetos são: o etário( da criança, do jovem e do adulto); o geografico ou regional; o de gênero ( femenino e masculino); o social (popular e culto); o profissional.

Os dialetos são equivalentes do ponto de vista linguístico: nenhum é melhor que o outro. Cada um cumpre perfeitamente suas funções comunicativas, no âmbito em que é usado. Considerar um superior a outro é um preconceito sem fundamento.

O idioleto é o conjunto de marcas pessoais da língua de cada individuo, como resultante de cruzamento dos vários dialetos.(etário,regional,profissional, de gênero, social) que costituem a sua fala.

Atividades.

1-Crie um texto informativo sobre variação linguística.

2-Crie uma história com várias falas sobre variações linguísticas.


Responses

  1. 01. PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR – GESTAR II

    VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

    Entende-se por variação linguística os vários falares entre falantes de uma língua. Toda língua natural tem suas variações. Em se tratando da língua portuguesa, pode-se citar como uma das principais variações a diferença entre os falares do Brasil e de Portugal. No Brasil temos muitos falares. Essa variação é justificada não apenas pelo fato histórico, que, necessariamente, leva a profundas transformações qualquer língua, como também pelas diferenças regionais, sociais, grau de escolaridade, sexo e principalmente pelas categorias profissionais.
    Dentro de uma mesma região, as pessoas formam pequenas comunidades que acabam criando, por repetição de hábitos e tendências, suas características, até não entendível por outras comunidades: presidiários, internautas, trabalhadores rurais, os urbanos, os políticos, etc. O que é muito importante compreender é que essas variações não devem ser vistas como ‘erro’ e sim – variações.
    Até mesmo a questão do uso da ‘Norma-não-padrão’ não pode ser discriminada. Muitas vezes, ela prende-se à raízes perfeitamente históricas e à leis que a própria língua protege, tais como, economia, suficiência e necessidade.

    Fonte: http://www.lpeu.com.br/a/Significado-de-varia%C3%A7%C3%A3o-lingu%C3%ADstica.html

    DIALETOS EM LINGUA PORTUGUESA
    Na área vasta e descontínua em que é falado, o português apresenta-se, como qualquer língua viva, internamente diferenciado em variedades que divergem de maneira mais ou menos acentuada quanto à pronúncia, a gramática e ao vocabulário. Tal diferenciação, entretanto, não compromete a unidade do idioma: apesar da acidentada história da sua expansão na Europa e, principalmente, fora dela, a língua portuguesa conseguiu manter até hoje apreciável coesão entre as suas variedades.
    As formas características que uma língua assume regionalmente denominam-se dialetos. Alguns linguistas, porém, distinguem o falar do dialeto:
    • Dialeto seria um sistema de sinais originados de uma língua comum, viva ou desaparecida; normalmente, com uma concreta delimitação geográfica, mas sem uma forte diferenciação diante dos outros dialetos da mesma origem. De modo secundário, poder-se-iam também chamar dialetos as estruturas linguísticas, simultâneas de outra, que não alcançam a categoria de língua.
    • Falar seria a peculiaridade expressiva própria de uma região e que não apresenta o grau de coerência alcançado pelo dialeto. Caracterizar-se-ia por ser um dialeto empobrecido, que, tendo abandonado a língua escrita, convive apenas com manifestações orais.
    No entanto, à vista da dificuldade de caracterizar na prática as duas modalidades, empregamos neste texto o termo dialeto no sentido de variedade regional da língua, não importando o seu maior ou menor distanciamento com referência à língua padrão.
    No estudo das formas que veio a assumir a língua portuguesa, especialmente na África, na Ásia e na Oceania, é necessário fazer a distinção entre os dialetos e os crioulas de origem portuguesa. As variedades crioulas resultam do contato que o sistema linguístico português estabeleceu, a partir do século XV, com sistemas linguísticos indígenas. 0 grau de afastamento em relação à língua mãe é hoje de tal ordem que, mais do que como dialetos, os crioulos devem ser considerados como línguas derivadas do português.
    Fonte: http://www.linguaportuguesa.ufrn.br/pt_3.1.php

    IDIOLETO

    Um idioleto ou idiolecto é uma variação de uma língua única a um indivíduo. É manifestada por padrões de escolha de palavras e gramática, ou palavras, frases ou metáforas que são únicas desse indivíduo. Cada indivíduo tem um idioleto; o arranjo de palavras e frases é único, não significando que o indivíduo utiliza palavras específicas que ninguém mais usa. Um idioleto pode evoluir facilmente para um ecoleto – uma variação de dialeto específica a uma família de indivíduos.
    Atualmente, não há uma teoria geral da comunicação baseada em idioletos. O mais importante, porém, seja a linguagem uma norma previamente estabelecida ou uma construção fluida de cada momento da comunicação, existem habilidades cognitivas gerais que todos os seres humanos compartilham para se comunicarem. Essas ferramentas, inetentes à comunicação simbólica, incluem a habilidade de compreender uma situação e fornecer informações apropriadas, acesso a funções de memória recente ou distante, a habilidade de diferenciar e conceituar o passado, o presente e o futuro e a habilidade de reconhecer que outros cérebros humanos também utilizam essas e outras ferramentas para representar seu estado interno e entender a representação do estado interno de outras pessoas.
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Idioleto

    02.Diálogo Nordestino (autora: Rafaela Elane)

    Estrebuchado Zé fala:
    -Ó Rosa! Que catinga é essa nessa casa?
    (Rosa) – Zé as criança fizerum um funaré.É um monte de burundanga por todo canto, vou alimpar e rebolar no mato.
    (Zé) -Se avexe logo com isso muié, parece que tá môca.
    (Rosa) Por que não arriba daí e vem me ajudar homi?
    (Zé) – Ocê sabe que isso num é serviço pra cabra macho.
    (Rosa) – Fico o dia inteirim matutando como dá um jeito nessas cria e elas faz é mangar de mim.Pra completar ocê chega agora com esse mastigado.
    Valha minha virgi Maria!
    E bem que a culpa é toda sua Zé que acoita,
    Assim não voga!
    Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/humor/1006190

  2. Dialetos – Características Linguisticas Regionais

    Numa manhã fria, nublada, do mês de abril ventos a 50 km/h, dois nordestinos estavam em um determinado ponto de ônibus daquela cidadezinha de Minas Gerais, quando um vira pro outro e diz:
    – Eu vô é voltá pra minha terra, lá pras Alagoas! Isso daqui é uma frieza danada! Isso aqui num é terra de ninguém!
    E o outro acrescentou:
    – Oxê! E num é mesmu que aqui faiz uma frieza danada! Eu vô é mi imbora disso daqui! Vô descê do ponto lá embaixo, que aí eu tomo dois café da manhã pra isquentá. Quando eu chegá lá em cima, onde eu bato o ponto, vô pergunta: – Cadê meu pão cum café?

    Idioletos – Características Linguisticas Pessoais

    Uma professora tinha um intestino
    que funcionava igual a um reloginho:
    todos os dias bem cedinho!!!

    Chegando à escolinha ela disse:
    -Vou no banheiro
    cumprir minha missãozinha.

    A colega que escutava
    Só gramaticalizava
    Foi logo dizendo:
    – Vai logo ao banheiro
    que seu tempo está vencendo!

  3. 01.VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

    Toda língua natural tem suas variações. Em se tratando da língua portuguesa, pode-se citar como uma das principais variações a diferença entre os falares do Brasil e de Portugal. No Brasil temos muitos falares. Essa variação é justificada não apenas pelo fato histórico, que, necessariamente, leva a profundas transformações qualquer língua, como também pelas diferenças regionais, sociais, grau de escolaridade, sexo e principalmente pelas categorias profissionais.

    DIALETO: Dialeto seria um sistema de sinais originados de uma língua comum, viva ou desaparecida; normalmente, com uma concreta delimitação geográfica, mas sem uma forte diferenciação diante dos outros dialetos da mesma origem. De modo secundário, poder-se-iam também chamar dialetos as estruturas linguísticas, simultâneas de outra, que não alcançam a categoria de língua.

    IDIOLETO: Um idioleto é uma variação de uma língua única a um indivíduo. É manifestada por padrões de escolha de palavras e gramática, ou palavras, frases ou metáforas que são únicas desse indivíduo

    02.“Nóis lainvai coRtá míi pa mode fazê pamonha”
    “ … tudo pa grória de Deus”

  4. Variação Linguística

    Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações lingüísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.

    Dialeto

    É a forma como uma língua é realizada numa região específica. Cientificamente este conceito é conhecido por “variação diatópica”, “variedade geolinguística” ou “variedade dialetal”.
    Podemos entender por dialeto as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua. Os dialetos não ocorrem somente em regiões diferentes, pois numa determinada região existem também as variações dialetais etárias, sociais, referentes ao sexo masculino e feminino e estilísticas.

    Idioleto

    Um idioleto é uma variação de uma língua única a um indivíduo. É manifestada por padrões de escolha de palavras e gramática, ou palavras, frases ou metáforas que são únicas desse indivíduo. Cada indivíduo tem um idioleto; o arranjo de palavras e frases é único, não significando que o indivíduo utiliza palavras específicas que ninguém mais usa. Um idioleto pode evoluir facilmente para um acoleto-uma variação de dialeto específica a uma família de indivíduos.

    Um caipira no consultório médico

    Um certo dia um caipira foi ao consultório fazer uma consulta médica.
    Ao entrar na sala sentiu um frescor na pele e logo disse:
    Uai dotor. Essa sala do senhor é uma verdadeira serva. Nunca vi fala que um lugar fosse assim tão fresquinho e nem tá aberto.
    O doutor respondeu:
    É o ar condicinado meu senhor.

  5. 01. Variação lingüística
    A língua não é usada de modo homogêneo por todos os seus falantes. O uso de uma língua varia de época para época, de região para região, de classe social para classe social, e assim por diante. Nem individualmente podemos afirmar que o uso seja uniforme. Dependendo da situação, uma mesma pessoa pode usar diferentes variedades de uma só forma da língua.
    Ao trabalhar com o conceito de variação lingüística, estamos pretendendo demonstrar que a língua portuguesa, como todas as línguas do mundo, não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro; que a variação lingüística manifesta-se em todos os níveis de funcionamento da linguagem ; que a variação da língua se dá em função do emissor e em função do receptor ; que diversos fatores, como região, faixa etária, classe social e profissão, são responsáveis pela variação da língua; que não há hierarquia entre os usos variados da língua, assim como não há uso lingüisticamente melhor que outro. Em uma mesma comunidade lingüística, portanto, coexistem usos diferentes, não existindo um padrão de linguagem que possa ser considerado superior. O que determina a escolha de tal ou tal variedade é a situação concreta de comunicação. Que a possibilidade de variação da língua expressa a variedade cultural existente em qualquer grupo. Basta observar, por exemplo, no Brasil, que, dependendo do tipo de colonização a que uma determinada região foi exposta, os reflexos dessa colonização aí estarão presentes de maneira indiscutível.

    O Idioleto e a Linguagem

    Dependendo para quem você pergunta, os idioletos são derivados de idéias de linguagem abstratas padronizadas, defendido por “autoridades” (como editores de dicionários), ou linguagens são congruências de idioletas e, portanto, existem apenas na interseção entre falantas individuais. Enquanto a “verdade, se existir, provavelmente está no meio-termo entre esses extremos, cada proposta fornece um modelo útil de análise lingüística. Uma abordagem científica mais tradicional está contida na primeira definição. A segunda compreensão do termo se tornou uma base para investigar a evolução da linguagem em um modelo genético: a existência da espécie é extrapolada a partir de uma multidão de organismos (idioletos) com características em comum.

    02. A palavra dialeto deriva do grego dialektos, que significa “discussão”, ” conversação” e também ” língua”. Nas línguas modernas o termo dialeto assumiu o significado de ” falar regional”, em oposição à língua (nacional).

    “Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.”

  6. 2-Crie uma história com várias falas sobre variações linguísticas.

    Esperteza mineira

    Um mineiro do interior, um paulista e um gaúcho conversam animadamente. O mineiro propõe:
    – Pessoar, vamo brincá de ortônimo?
    O paulista responde:
    – Meu, cê tá viajaaaaaaaaando, que é esse ortônimo?
    – Uai, sô, é os contrário, os opostu.
    – Bah, tche, tu sabes que eu nunca brinquei disso, barbaridade!
    – Vamu, começa: ortônimo de claru…
    – Escuro, meu, muito fácil, você está facilitaaaaaaaaaaaaando!
    – Vô, dificurtá. Gaúcho, quar o ortônimo de véi…
    – Novo, tchê… Tu estás a facilitar para mim, nem vem que eu sou macho, tchê!
    – Gorames que eu quero vê… quar o ortônimo de fumo…
    – Ora, meu, fumo, não tem antônimo, não…
    – Bah tchê, nessa tu me pegaste… barbaridade!!!!!
    ‘ – Uai, fumo – vortemo. rsrsrsrsrsrsrs

  7. 1-Crie un texto informativo sobre variação linguística.

    Variação linguística

    Entende-se por variação linguística os vários falares entre falantes de uma língua. Toda língua natural tem suas variações. Em se tratando da língua portuguesa, pode-se citar como uma das principais variações a diferença entre os falares do Brasil e de Portugal. No Brasil temos muitos falares. Essa variação é justificada não apenas pelo fato histórico, que, necessariamente, leva a profundas transformações qualquer língua, como também pelas diferenças regionais, sociais, grau de escolaridade, sexo e principalmente pelas categorias profissionais.

    Dialetos

    Podemos entender por dialeto as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua. Os dialetos não ocorrem somente em regiões diferentes, pois numa determinada região existem também as variações dialetais etárias, sociais, referentes ao sexo masculino e feminino e estilísticas.

    Idioleto

    Um idioleto ou idiolecto é uma variação de uma língua única a um indivíduo. É manifestada por padrões de escolha de palavras e gramática, ou palavras, frases ou metáforas que são únicas desse indivíduo. Cada indivíduo tem um idioleto; o arranjo de palavras e frases é único, não significando que o indivíduo utiliza palavras específicas que ninguém mais usa. Um idioleto pode evoluir facilmente para um ecoleto – uma variação de dialeto específica a uma família de indivíduos.

    Embora freqüentemente passem despercebidos na fala, alguns idioletos, particularmente os incomuns empregados por indivíduos famosos, são imortalizados na forma de apelidos. Exemplos famosos incluem os apelidos de Ernesto “Che” Guevara e Willie Mays (“Say-Hey Kid”), que constantemente usavam as expressões “che” e “say hey”, respectivamente.

    2-Crie uma história com várias falas sobre variações linguísticas.

    Esperteza mineira

    Um mineiro do interior, um paulista e um gaúcho conversam animadamente. O mineiro propõe:
    – Pessoar, vamo brincá de ortônimo?
    O paulista responde:
    – Meu, cê tá viajaaaaaaaaando, que é esse ortônimo?
    – Uai, sô, é os contrário, os opostu.
    – Bah, tche, tu sabes que eu nunca brinquei disso, barbaridade!
    – Vamu, começa: ortônimo de claru…
    – Escuro, meu, muito fácil, você está facilitaaaaaaaaaaaaando!
    – Vô, dificurtá. Gaúcho, quar o ortônimo de véi…
    – Novo, tchê… Tu estás a facilitar para mim, nem vem que eu sou macho, tchê!
    – Gorames que eu quero vê… quar o ortônimo de fumo…
    – Ora, meu, fumo, não tem antônimo, não…
    – Bah tchê, nessa tu me pegaste… barbaridade!!!!!
    –Uai, fumo – vortemo. rsrsrsrsrsrsrs

  8. Texto 1
    Português além do padrão

    Uma nação apresenta vários traços de identificação um dele é a língua .
    Esse sistema de comunicação produzido pela cultura sofre variações: de acordo com a faixa etária , região, gênero ( feminino e masculino ), o social , o profissional e a situação na qual o individuo se manifesta verbalmente .Por exemplo profissionais como advogados usam modos gramaticais no subjuntivo
    Os dialetos que são variações faladas por comunidades geograficamente definidas , não havendo nenhum melhor do que o outro ; cada um cumpre seu objetivo que é a comunicação .
    Além dos dialetos existem o idioleto que é uma variação particular de cada pessoa , que refletem influencias regionais,etárias,profissional,de gênero e sociais do individuo .

    Texto 2

    Tudo começou quando a Joaninha gritou :
    – mamãezinha to do doi hoje
    – Que que ocê tem Joaninha?
    – Meu biguim ta do dói
    -Joaninha seu imbigo ta dueno menina? Vamo pra cidade ver o douto

    E assim pegaram o ônibus das três pra chegarem ao médico . Mas elas não imaginaram que seria tão difícil chegar lá.

    -Fia inguenta ai que a gente lá vai chegando .

    – Senhora , a viagem são sete reais – disse o cobrador quando foi interrompido por tiros.

    – Casa caiu pru ceis isso é um assalto , vamo logo passando a grana .

    – Socorro , socorro ! Não façam isso jovens rapazes , eu sou uma pobre senhora aposentada .Se vocês se comportarem darei uns trocadinhos para vocês meus filhos , mas por favor não nós machuque – suplicou a senhora .

    – Rapazes ! Por favor se acalmem – gritou o motorista

    – Chega dessas lorota , vamo passa o didim , que eu saio quicando daqui .

    E assim os ladrões passaram recolhendo o dinheiro e quando chegou a vez de dona Clarete , mãe de Joaninha :

    – O coroa sua vez ai , passa o dinheiro !

    – Mai num passa mesmo, minha fiiiiinha ta doente , os trocando que tenho aqui é pra leva ela nu doto .Ceis que dinhero , ceis vai trabaia

    – Coroa a casa vai cair pra coroa , passa o baguiii ai

    O padre desesperado levando-se de seu acento e disse :

    – Irmãos ! Irmãos não faça mal a essa senhora , ela é uma pobre mãe querendo ajudar sua filha , assim como Cristo , nosso senhor , nós ajudou .Tenha piedade dessa alma !

    – Ô seu padre … fica queto na sua morô ? Sô tem as moral comigo , mas a parada aqui é pro meu sustento Sô ta me entendendo , se eu deixar essa coroa me passar a perna vô ter que deixar os outros tamem , ta ligado?

    E não teve jeito , Dona Clarete teve que dar tudo que tinha . Os ladrões desceram do ônibus .

    – Minha fia ingora vai morrê de dor no imbigo .
    – Não se preocupe , minha filha eu farei um suplica a Deus para que sua filhinha não se vá …
    Antes que o padre começasse , levantou-se um senhor e disse :
    – Eu sou médico , formado em pediatria infantil na universidade do rio de janeiro e estava por esse cantos para visitar meus pais . O que sua filha está sentindo ?
    – Aaaaaaah dotô minha fia ta com do no imbigo ,mai ta que chora a coitada .
    – Isso pode ser uma hérnia abdominal A maior parte das hérnias da parede abdominal localiza-se na região inguinal.
    -Doto oce ta falando ingreêis !
    – Desculpe , para afirmar se é ou não uma hérnia temos que examinar a criança …

    – Peri que vou chamar a bichinha Joaaaaaaaaaaaaaninha , Joaniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha , cadê oce minina ?

    Procuraram, procuraram , procuraram mais Joaninha havia sido esquecida em casa .

  9. Atividades.
    1-Crie um texto informativo sobre variação linguística.
    A língua oferece inúmeras possibilidades de uso e variações que criam junto com o contexto interações sempre novas e irrepetiveis.
    As incontáveis possibilidades de uso que qualquer língua oferece a comunidade que a usa são as melhores provas de que ela é um sistema aberto em construção.
    As normas próprias de cada grupo constituem o chamado dialeto. Do ponto de vista sociocultural, temos basicamente o dialeto culto e popular.
    No caso do português como em outras línguas, a própria gramática já traça uma marca dialetal de gênero, na medida em que há flexões de feminino para substantivos, adjetivos e pronomes.
    O conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo e o cruzamento de vários dialetos recebem o nome de idioleto, por isso podemos dizer que a sua língua tem a sua marca.

    2-Crie uma história com várias falas sobre variações lingüísticas.

    -Tarde seu Zé.
    -Oi cumpade Mané.
    _ Como vai a cumadre, sua muié?
    – Ta bem mais recrama de muita dô.
    -Uai compade pru quê?
    – O bacurizinho ta pra nace.

  10. Variação Linguística

    A língua não é usada de modo igual por todos os seus falantes. O uso de uma língua varia de época para época, de região para região, de classe social para classe social, e assim por diante.
    •a língua portuguesa, como todas as línguas do mundo, não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro;
    • a variação da língua se dá em função do emissor e em função do receptor ;
    •não há hierarquia entre os usos variados da língua, assim como não há uso linguisticamente melhor que outro. Em uma mesma comunidade lingüística, portanto, coexistem usos diferentes, não existindo um padrão de linguagem que possa ser considerado superior. O que determina a escolha de tal ou tal variedade é a situação concreta de comunicação.
    • a possibilidade de variação da língua expressa a variedade cultural existente em qualquer grupo. Basta observar, por exemplo, no Brasil, que, dependendo do tipo de colonização a que uma determinada região foi exposta, os reflexos dessa colonização aí estarão presentes de maneira indiscutível.
    Níveis de variação linguística
    É importante observar que o processo de variação ocorre em todos os níveis de funcionamento da linguagem, sendo mais perceptível na pronúncia e no vocabulário. Esse fenômeno da variação se torna mais complexo porque os níveis não se apresentam de maneira estanque, eles se superpõem.
    Nível fonológico – por exemplo, o l final de sílaba é pronunciado como consoante pelos gaúchos, enquanto em quase todo o restante do Brasil é vocalizado, ou seja, pronunciado como um u; o r caipira; o s chiado do carioca.
    Nível morfo-sintático – muitas vezes, por analogia, por exemplo, algumas pessoas conjugam verbos irregulares como se fossem regulares: “manteu” em vez de “manteve”, “ansio” em vez de “anseio”; certos segmentos sociais não realizam a concordância entre sujeito e verbo, e isto ocorre com mais freqüência se o sujeito está posposto ao verbo. Há ainda variedade em termos de regência: “eu lhe vi” ao invés de “eu o vi”.
    Nível vocabular – algumas palavras são empregadas em um sentido específico de acordo com a localidade. Exemplos: em Portugal diz-se “miúdo”, ao passo que no Brasil usa-se ” moleque”, “garoto”, “menino”, “guri”; as gírias são, tipicamente, um processo de variação vocabular.
    FONTE: INTERNET

    EXEMPLO: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

    “MINHA VÓ CONTAVA UMA HISTÓRIA QUANDU A FAMÍLIA TAVA REUNIDA , SOBRI UM TIU… ACHU QUI É TIU AVÔ, NUM SEI… BOM, ESSI TIU, CHAMAVA ZUARDO, MAIS U NOMI DELI ERA PÁ SÊ OSVALDO! “. É QUI QUANDU FÔRU REGISTRÁ ELI, DISSÉRU “OSVARDO”, TÃO RÁPIDU, CUM UM Ô QUI NEM DAVA PRA OUVÍ E CUM UM ÉRRI NU LUGAR DI ÉLI, QUI U ISCRIVÃO INTENDEU ZUARDO! I INTÃO, FICOU ASSIM…”

    ACHO A MÚSICA “CUITELINHO” MUITO BONITA , QUE É UM EXEMPLO DE VARIAÇÃO LIGUÍSTICA E PODE-SE TRABALHAR EM SALA DE AULA.

    Cuitelinho
    Pena Branca e Xavantinho
    Composição: Paulo Vanzolini / Antônio Xandó
    Cheguei na beira do porto
    Onde as ondas se espáia
    As garça dá meia volta
    E senta na beira da praia
    E o cuitelinho não gosta
    Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
    Aí quando eu vim de minha terra
    Despedi da parentaia
    Eu entrei no Mato Grosso
    Dei em terras paraguaia
    Lá tinha revolução
    Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
    A tua saudade corta
    Como aço de navaia
    O coração fica aflito
    Bate uma, a outra faia
    Os óio se enche d`água
    Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

  11. Variação Linguística
    Em um país da extensão territorial como a do Brasil, é claro que ocorre difrenças na maneira das pessoas se comunicarem. Percebemos claramente ao viajarmos para outro estado, ou lermos um texto escrito por exemplo, por um escritor gaúcho, as marcas da regionalização da fala, isso enriquece e fortalece a nossa língua. Percebemos também que as pessoas que frequentaram a escola, tem uma maneira “diferente” de falar das pessoas que não tiveram acesso a educação formal, enfim ao analisarmos a língua perceberemos que a fala de cada pessoa é ditada pela sua origem, seu meio social, sua educação, suas experiências e é também importante lembrar que não existe o certo e errado na fala linguisticamente, existe o diferente, mas é direito de todos o acesso a linguagem formal.
    “Asa Branca”
    Quando “oiei” a terra “ardeno”
    Qual “foguera” de São João
    Eu “preguntei” ai, meu Deus do céu,aí
    “pro que” tamanha judiação.

    Percebemos claramente no fragmento da música “Asa Branca”, a presença marcante do dialeto da região Nordeste. Uma característica da formação cultural do povo brasileiro.

  12. 1-Crie um texto informativo sobre variação linguística.
    2-Crie uma história com várias falas sobre variações linguísticas.

    1-A língua possui variações lingüísticas. podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações lingüísticas podem ser compreendidas a partir de diferentes fenômenos: sociedades por diferentes grupos sociais ; diferenças da língua falada com a língua escrita; diferentes situações de uso da fala ; falares específicos para grupos específicos jovens, profissionais e outros; variações faladas por comunidades ;variação particular a uma certa pessoa, o sotaque
    As diferentes modalidades de variação lingüística não existem isoladamente, havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante geográfica pode ser vista como uma variante social, considerando-se a migração entre regiões do país. Observa-se que o meio rural, por ser menos influenciado pelas mudanças da sociedade, preserva variantes antigas. O conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de mobilidade social para um indivíduo pertencente a uma classe menos favorecida.
    Uma nação apresenta diversos traços de identificação, e um deles é a língua. Esta pode variar de acordo com alguns fatores, tais como o tempo, o espaço, o nível cultural e a situação em que um indivíduo se manifesta verbalmente.
    Variações como dialetos, idioletos e socioletos podem ser distingüidos não apenas por seu vocabulários, mas também por diferenças na gramática, na fonologia e na versificação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinávias tem forma diferente em muitos dialetos. Um outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem.

    2.
    -Trabáio na roça,me xamo de Zé , de inverno e de estio.fumo cigarro de paia de mío.
    Meu compadi , coitadinho à percura de amô.
    Não tenho sabença, pois nunca estudei.
    A minha muie so recrama d mim vê se podi so santo

  13. Dialetos: Características Linguísticas Regionais

    1- Crie um texto informativo sobre variação linguística.

    Variedades ínguísticas são as variações que uma língua apresenta, em razão das condições sociais, culturais e regionais nas quais é utilizada.
    Não existe um único jeito de falar a língua portuguesa. Há pessoas que falam de modo diferente por serem de outras familias, outras cidades ou de outras regiões do país, por terem idade diferente da nossa ou por pertencerem a outra classe social. Como a sociedade é marcada por muitas diferenças, alíngua apresenta muitas variações, que refletem essas diferenças sociais.
    Todas as variedade linguísticas são eficazes na comunicação verbal e possuem valor nas comunidades em que são faladas. Por isso, não existe um jeito mais certo de falar. Entretanto, uma das variedade, a língua padrão, tem grande prestígio na sociedade, por ser o tipo de língua utilizado na maior parte dos jornais, dos livros e das revistas, dos documentos, etc. Também é a língua falada em alguns programas e pelas pessoas que tiveream maior acesso aos estudos.
    A língua padrão é ensinada na escola pelo fato de ser a variedade linguística que poucos dominam e que será necessária na vida social em diferentes situações cotidianas.
    Dialetos são variações que uma língua apresenta de acordo com a região em que é falada.
    Enfim, todas as variedade linguísticas têm o seu valor e a sua importância, desde que sejam utilizadas na situação adequada.

    2- Crie uma história com várias falas sobre variações linguísticas.

    __Ei Mané! Vou quebrar a sua cara! Vou lhe encher de sopapos!Vai tomar um tapão na orelha!
    Vou quebrar todos os seus ossos”
    __Aqui pra você! O tênis velho ataca outra vez!

    ___Aí, Orelha?
    ___Aí!
    ___Beleza, Mano?!
    ___Beleza!
    ___Só!
    ___Só”
    ___O que achou do Orelha?
    ___Cabeça!

  14. VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

    Toda língua natural, tem suas variações de acordo com o regionalismo em que se encontra, entendo-se a variedade entre os falantes na fala da língua natural. Em se tratando da língua portuguesa, pode-se citar como uma das principais variações a diferença entre os falares do Brasil e de Portugal, logo vemos no Brasil temos muitos falares regionalísticos e em qualquer língua, como também pelas diferenças culturais, sociais, grau de escolaridade, sexo e principalmente pelas categorias profissionais.
    Dentro de uma mesma região, as pessoas formam pequenas comunidades que acabam criando, por repetição de hábitos e tendências, suas características, os presidiários, internautas, trabalhadores rurais, os urbanos, os políticos, etc.Cada um tem seu jeito e maneira de ser e agir. O que é muito importante compreender é que essas variações não devem ser vistas como ‘erro’ e sim – variações.
    Até mesmo a questão do uso da ‘Norma-não-padrão’ não pode ser discriminada.

    DIALETO é originado de uma língua comum, viva ou desaparecida; normalmente, com uma limitando uma região geográfica, mas sem uma forte diferenciação diante dos outros dialetos da mesma origem. De modo secundário, poder-se-iam também chamar dialetos as estruturas linguísticas, simultâneas de outra, que não alcançam a categoria de língua.
    Enquanto que o falar seria a peculiaridade expressiva própria de uma região e que não apresenta muita coerência alcançado pelo dialeto. Digamos que existe um dialeto empobrecido e, tendo abandonado a língua escrita, convive apenas com manifestações orais.
    No entanto, à vista da dificuldade de caracterizar na prática as duas modalidades, empregamos o dialeto no sentido de variedade regional da língua, não importando o seu maior ou menor distanciamento com referência à língua padrão.
    No estudo das formas que veio a assumir a língua portuguesa, especialmente fora do Brasil. Seu afastamento em relação à língua mãe é hoje de tal ordem que, mais do que como dialetos, os crioulos devem ser considerados como línguas derivadas do português.

    IDIOLETO Um idioleto ou idiolecto é uma variação de uma língua única a um indivíduo. É manifestada por padrões de escolha de palavras e gramática, ou palavras, frases ou metáforas que são únicas desse indivíduo. Cada indivíduo tem um idioleto; o arranjo de palavras e frases é único, não significando que o indivíduo utiliza palavras específicas que ninguém mais usa. Um idioleto pode evoluir muito facilmente .
    Embora freqüentemente possa passar despercebidos na fala, alguns idioletos, sendo até muito comuns particularmente e os incomuns empregados por indivíduos famosos, e tudo que famoso fala ou diz é tido como normal e correto, no entanto ele pode estar hostilizando e as pessoas acham bonito e até normal.

    TEXTO
    Como dizia meu avô:

    Se ocê num cuida da terra ela não ha de da fruto nenhum ara,
    nois precisamos preparar, arando, destorroano, semeano e tambem coloca adubo, esterco e ainda juga água, pois se num cuida nunca terremos nada e aida vai iscutar que essa terra num da nada.
    A terra deve ser bem cuidada e principalmente receber o alimento na hora certa para que possa dar bons frutos no futuro.

  15. Linguística é o estudo dos códigos usados pelas
    pessoas para se comunicarem. As variações são devidas às diferentes regiões do país. Muda a região, muda o código… consequência natural!

    Vício na fala

    Para dizerem milho dizem mio
    Para melhor dizem mió
    Para pior pió
    Para telha dizem teia
    Para telhado dizem teiado
    E vão fazendo telhados.

    Oswald de Andrade

  16. Eu estou tentando fazer um trabalho pra escola, mas ñ acho de jeito nehum…Eu preciso de palavrs de diferentes regiões, mas que tenham o mesmo significado! Socorrooooooooooooooooooooooooo!


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